Tudo que você precisa saber sobre o Brasa Festival em Uberlândia
- Vithor Laureano
- 13 de abr.
- 4 min de leitura
Evento acontece entre os dias 15 e 17 de maio no Camaru e aposta em experiência completa para os amantes do rock e de uma boa gastronomia feita na brasa.
Uberlândia começa a se preparar para receber um festival que foge do formato mais tradicional de shows. Marcado para os dias 15, 16 e 17 de maio, no Parque de Exposições Camaru, o Brasa Festival estreia na cidade com uma proposta que combina diferentes universos em um mesmo espaço, reunindo música, gastronomia e motociclismo em um evento que tenta ocupar mais do que o palco.

A chegada de um projeto desse porte não passa despercebida. Além da estrutura e da proposta, o festival já surge com nomes que ajudam a dimensionar o tamanho da ambição. Samuel Rosa, em nova fase, e a Banda Blitz aparecem entre as atrações confirmadas, trazendo consigo repertórios que atravessam gerações e ajudam a ancorar o evento dentro do imaginário do rock brasileiro.
Mas a dúvida que ainda circula pela cidade não é exatamente sobre quem vai tocar. É sobre o que, de fato, é o Brasa. E talvez a melhor forma de entender seja olhando para a forma como o evento se constrói: não como uma sequência de shows, mas como um espaço pensado para ser vivido.
Um festival que não cabe só no palco
O Brasa se organiza a partir de três frentes bem definidas: música, gastronomia e motociclismo. Essa divisão não funciona como setores isolados, mas como partes que se atravessam o tempo todo dentro do evento.

Isso muda a lógica de quem vai. Não é o tipo de festival em que o público chega para ver um show específico e vai embora. Existe uma tentativa clara de permanência, de circulação, de fazer com que as pessoas ocupem o espaço ao longo do dia.
A presença de estações gastronômicas, experiências com open bar e áreas pensadas para convivência reforça essa ideia de evento como ambiente, não apenas programação.
Entre o rock e o peso de quem sobe no palco
Mesmo não sendo o único eixo, a música ajuda a dar dimensão ao festival. A presença de nomes como Samuel Rosa, que carrega décadas de trajetória à frente do Skank e agora vive uma fase solo, e da Banda Blitz, símbolo direto do BRock, não é detalhe.

Eles funcionam quase como ponto de entrada para o público. Nomes reconhecíveis, que ajudam a dar segurança para quem ainda está entendendo o que é o Brasa, enquanto o restante da proposta se revela no espaço.
Os tributos a bandas como Led Zeppelin e Pearl Jam também entram nesse jogo, conectando diferentes gerações e ampliando o alcance do festival para além de um público específico.
A cultura biker como parte do centro, não do entorno
Outro elemento que muda a leitura do evento é o encontro de motociclistas. Não aparece como atração paralela, mas como parte estrutural do festival, com expectativa de público vindo de diferentes estados.

Isso interfere diretamente no ambiente. O Brasa deixa de ser apenas um festival de música e passa a ser um ponto de encontro entre culturas, onde o público não é homogêneo e a experiência se constrói justamente nesse cruzamento.
Brasa Festival: Três dias, três ritmos diferentes
A programação também revela essa tentativa de construir uma experiência em camadas. A sexta-feira funciona como abertura mais livre, com entrada franca e foco na chegada do público e dos motociclistas. É um primeiro momento de ocupação, sem a pressão de um grande line-up.
O sábado concentra o ápice do festival, com os principais shows e maior volume de público. Já o domingo muda novamente o tom, com ação solidária e espaço para bandas regionais, aproximando o evento da cidade e criando outro tipo de circulação.
Onde e quando a cidade se encontra com esse som
O Brasa Festival acontece nos dias 15, 16 e 17 de maio de 2026, no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia.
A programação ainda está sendo revelada aos poucos, mas o desenho do festival já começa a se formar. Para quem acompanha de perto a cena, esse é o tipo de evento que não se resume aos nomes confirmados, mas ao encontro que ele propõe.

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Texto por: Vithor Laureano | Jornalista e Redator Cultural



